Sons da América
Encerramento da Oficina de Música traz canções tradicionais do Brasil e de países vizinhos
Merengue venezuelano e tonada chilena. Depois, uma suíte-baião muito brasileira. O concerto de encerramento da 27ª Oficina de Música de Curitiba, às 20h30 de hoje, no Teatro Guaíra, será uma homenagem à América do Sul. Dirigidos pelo pianista e compositor Benjamin Bautkin, músicos de nove nacionalidades interpretam canções tradicionais de seis países diferentes.
Depois de 22 dias, 1.443 alunos inscritos e 63 concertos oficiais – além de dezenas de apresentações no circuito off –, cabe ao Conjunto América Contemporânea encerrar o maior evento de música do Paraná. Idealizado por Taubkin, o grupo nasceu em 2005 e resgata músicas tradicionais de países sul-americanos, emprestando a elas novos e vigorosos arranjos. Mais do que musical, o concerto é tratado como forma de aproximação dos países homenageados.
Números finais
Confira os números da 27ª Oficina de Música de Curitiba, que acaba hoje.
Encontros
“A característica principal dos instrumentistas é que cada um é ligado à cultura do seu próprio país. Mas, ao mesmo tempo, são informados da música do mundo. E isso nos aproxima, esse jeito que temos de perceber a música. É a expressão de uma contemporaneidade”, resumiu Bautkin, que já foi professor de piano da Oficina de Música nas edições de 2001 e 2007.
Quem sobe ao palco é Alvaro Montenegro (Bolívia – flauta e sax), Aquiles Baez (Venezuela – violão), Christian Galvez (Chile – baixo acústico e elétrico), Lucho Solar (Peru – percussão) e Mariana Baraj (Argentina – vocal), ao lado dos brasileiros Ari Colares (percussão), Siba (rabeca e vocal), Lula Alencar (acordeão) e do próprio Benjamim Taubkin (piano),
No repertório, composições dos integrantes do grupo. “Misterios de Mayo”, por exemplo, é uma peça baseada no ritmo de saya-caporal, derivado de levadas afro-andinas que influenciam a música popular boliviana. Também há “A Mis Hermanos”, merengue venezuelano, e “Vale do Jucá”, dança de roda tradicional de Pernambuco, que fala sobre ancestralidade e busca pelas origens. Outro destaque é a composição “O Sabiá Voou”, de Benjamim Taubkin, uma pequena suíte-baião.
“O trabalho que tenho, seja como instrumentista ou arranjador, trata de investigar essas semelhanças sonoras. No Brasil, quando falamos de música popular, pensamos em samba e baião. Mas há mais de 300 ritmos não apropriados. Quando nos aproximamos deles, percebemos que existe um universo rítmico e melódico. Nosso continente é muito rico nisso e é uma espécie de ignorância não nos aproximarmos mais”, explicou o músico, também à frente de uma orquestra popular de câmara, de um grupo de choro e integrante de um quarteto de jazz.
Da oficina
Sobre o evento que se encerra hoje, leituras positivas. A interação entre docentes e discentes e o inexplicável proporcionado por uma paixão em comum são destaques para Bautkin. “É uma experiência linda. A convivência entre alunos e professores é muito bacana. É um tempo de criação, o evento tem algo de mágico. É muito bom ver essa ‘revolução’ dos músicos e o surgimento de novos instrumentistas. Pena que dormimos tão pouco durante o evento”, brincou o pianista, deixando claro a importância que a música adquire nos janeiros curitibanos.
viernes 30 de enero de 2009
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1 comentarios:
Estive nesse show. Foi muito bom! Fiquei impressionada com sua voz.
(Espero que entenda um pouco de português, senão vamos falando em "portuñol").
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